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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Pequenos Amores

ou Traduzindo Ensinamentos Comprovadamente Reducionistas e Insatisfatórios

"Se eu não pude escolher te amar,
agora posso escolher não te amar.
Mas não quero!"

"Sempre houve mais de você em mim,
que em você mesma"

"Não sei por que nosso amor é assim.
Mas consigo descrever exatamente
como ele é assado"

"Se, para cada problema que aparecer,
tivermos uma solução definitiva,
só o que restará para fazer
será ficarmos nos beijando, noite e dia...
Tedioso, não?!"

Crédito da Foto: Orlando Pedroso

August 25, 2008 | 9:06 PM Comments  0 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Amigo-Guindaste

Para Antonio Lino

Somente um gigante poderia conter dentro de si um guindaste, amigo.
Talvez seja a teimosia a coisa maior que guardamos dentro de nós.
Talvez seja o amor.
Seja o que for, cabe dentro do peito.
Teu guindaste, amigo, estava nas mãos, estava nos pés. Como pôde caber?
Talvez sejas maior do que eu supunha...

Somente um sobre-humano poderia erguer toneladas ao longo do dia, amigo.
Talvez sejamos, enfim, mais leves do que imaginamos.
Talvez sejamos, ainda, mais poderosos e resistentes - em nada comparados à fragilidade do botão de rosa que treme diante da mais ínfima gota de orvalho.
Talvez sejamos, finalmente, deuses que aprenderam a dançar.
O nosso balé, então, pode ser feito de suor e sangue, com pó de magnésio e muita força - nada de frágil, nada de delicado, nada de sutil, nada de pueril (a não ser o próprio pó).
Se pudemos suportar isso tudo, poderemos agora suportar a verdade?

Somente um louco-suicida poderia prender-se, nas alturas, a um cordão, amigo.
Talvez, na esperança de voltar ao ventre materno, ousemos adentrar no ventre da terra-mãe içados por uma corda.
Temos, entretanto, de nos esquecer que o ventre está lá no alto, longe da terra e perto do céu.
Temos, entretanto, de nos esquecer que o ventre não mais nos protegerá, mas nos instiga e nos faz arriscarmos a própria vida.
(E que vida seria plena se não pudesse ser arriscada, ou se pudesse ser comparada à mera sobre-vivência?)

A escalada não é a metáfora da vida
(para vender alguns livros de auto-ajuda).
A escalada é a própria vida
(porque não há nada além dela).

E se a dor nos atinge, não será fechando os olhos que ela irá desaparecer, amigo.
Para quem está na terra e quer conhecer os céus, não há comprimido que dê jeito.
A única solução - a primeira inventada pelos humanos mais antigos - continua sendo essa: contempla o mundo e siga a vida.

August 21, 2008 | 3:17 PM Comments  1 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Série "Fragmentos" - 7
About this category: Peace, Conflict & Governance


Sobre a Hospitalidade

(...)
Tenho mesmo um grande prazer em mostrar meu país para outras pessoas e acredito, com Leonardo Boff, que a Hospitalidade é um dos valores a serem cultivados neste novo século.
Saber receber e bem receber são méritos hoje já esquecidos.
Abrir as portas para o desconhecido, receber e acolher o que lhe chega ou que lhe é entregue são práticas necessárias num mundo cada vez mais fechado e dominado pela cultura do medo e do individualismo, que isola e destrói a coesão.
Mas, como se diz por aí: "Mi casa, su casa". Assim, para toda hospitalidade deve haver reciprocidade e cuidado (como carinho e como segurança).
Com todos os "cuidados" que sei que tomará em bem-receber os visitantes estrangeiros e também em preservar sua terra, tenho algumas idéias a compartilhar.
(...)

Utilidade Pública:
A Coleção “Virtudes para um Outro Mundo Possível” (Ed. Vozes), de Leonardo Boff, é composta de 3 volumes:
Vol. 1- A hospitalidade: direito e dever de todos
Vol. 2 – Convivência, respeito, tolerância
Vol. 3 – Comer e Beber Juntos e Viver em Paz – Comensalidade

Crédito da Foto: www.couchsurfing.com

August 19, 2008 | 9:15 PM Comments  0 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Série "Fragmentos" - 6

Sobre Elogios

(...)
Se um elogio nunca chega em má hora, é da sua partida que ouso reclamar. Não é que um elogio devesse permanecer estanque, imóvel, na prateleira de nossas vaidades, pronto para ser usado e revisto todas as vezes que necessitamos de um afago ou de uma certa declaração que nos impulsione novamente - sem que tenhamos de mover um músculo sequer - para darmos continuidade aos nossos passos. O caso é que o elogio - essa é minha desconfiança - tem como princípio a necessidade de ser efêmero. Na verdade, é do instante que se vale o elogio. De um instante sublime, próximo a congenialidade - quando dois gênios (ou dois corações) se abraçam e se entrelaçam, se reconhecem e se elevam -, é verdade. Ainda que se elogie o conjunto de uma obra, ou a história de uma vida, é impressionante como o elogio mais parece um gatilho que, não mais que de repente, dispara uma palavra que adjetiva a substância ou que revela tonalidades (antes) ocultas da imagem. Entretanto, perecem os adjetivos e ficam as coisas. Desbotam as cores e permanecem as imagens (ou, ao menos, a lembrança das imagens). Coisas, inertes que são; palavras, impessoais que sejam; atos e vidas, imprevisíveis que se mostrem - a tudo pode-se elogiar, desde que não se espere a permanência (do elogio). De quê vivem então as coisas, as palavras e os acontecimentos? Ao que muito me parece, não é de elogios.
Seriam assim, de modo contrário, o deboche, a ironia, o desdém - a crítica (em seu sentido mais ordinário), enfim - modos de apresentação de uma observação mais perene?
Seria da crítica - e não do elogio - que viriam as forças para que as coisas sigam? É do atrito que se faz o caminhar...
Pode soar ridículo - e é exatamente essa a intenção -, mas um dos sinônimos para "elogiar" é "gabar", palavra que vêm das antigas línguas nórdicas (gabb) com o significado de "escárnio": que é, então, uma gozação, uma ironia, um sarcasmo... Onde foi que se perdeu esse "tom" que vinha junto à melodia dos elogios?
De todo modo, há palavras que devem ser escritas na areia da praia, ao passo que outras devem ser esculpidas na pedra. Há umas últimas que, ditas ao vento, preferimos que sejam logo levadas embora. O que não se deveria querer é "evitar as palavras". Não faço opção por "palavras não ditas", pelo "silêncio de ouro". Gosto da prata e me satisfaço com ela. Que venham palavras...
(...)

Crédito da Foto: Orlando Pedroso

August 14, 2008 | 11:52 AM Comments  0 comments

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massao   massao Vítor Massao's TIGblog
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bikesom


Bikesom | São Luís do Maranhão - janeiro de 2008

Ilustração em illustrator


August 14, 2008 | 9:08 AM Comments  0 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Janela embaçada

ou "O amor acaba"


Uma janela embaçada.
O mais puro e fino sinal da sacanagem.
De lá de fora, todos poderiam jurar se tratar de um duelo amoroso dos mais pervertidos. As janelas, sem se darem conta, estavam também umedecidas e arfantes. O barulho, que vinha dali de dentro, era nauseante.

As janelas, pobres janelas!, eram o sinal mais inequívoco - embora o mais frívolo - de que naquele lugar dava-se um caso inusitado.

(Deixavam claro que algo, ali dentro, não se passava bem - ou passava bem demais para as pequenas vaidades daqueles que não foram convidados para o benefício da festa.)

As janelas, suadas e molhadas, persuadiam, embora mentissem.
Os vizinhos, em suas ânsias de descanso (nem sempre merecido), reclamavam. O suposto trepidar de uma cama era o suficiente para o zelador ser chamado.

As janelas, o barulho, o cheiro. Tudo indicava a presença do diabo da sacanagem, do anjo do amor - ou das putas e putos que trepam noite adentro sem se importarem com o que quer que seja.

O zelador, já desperto, era o mensageiro das más notícias. Mas as coisas exteriores costumam enganar.

Todos puderam pensar que dois amantes acabavam de se encontrar, e se entrelaçavam ardilosamente. Mas tudo o que havia ali dentro era um velho e seu aquecedor. Um velho punheteiro e um aquecedor barulhento.

Prostrado por sobre a cama, o aquecedor trepidava aos galopes. Enchia o lugar de uma bruma quente e suave. As janelas, sem mais o que fazer, se embaçavam. O pobre e velho punheteiro, passivo, gostava daquela situação. O silêncio o deixaria nervoso. E o calor o fazia lembrar-se do buraco quente da zona.

O velho pensava em um tempo bom, quando as putas desfilavam em meio a outros velhos punheiteiros. Eram putas gordas e ancudas. Entretanto, para cada um daqueles velhos punheiteiros, elas lhes pareciam anjos louros e finos. Suas madeixas longas e esvoaçantes contrastavam com o ambiente empolado e sujo. Passavam de um canto a outro como anjos caídos, entre o céu e o inferno.

Os velhos punheteiros pensavam em um tempo, quando estas mesmas putas lhes acariciavam a face em vista do mais singelo sorriso. As putas tinham em mente que lhes valia muito o mais mísero trocado.
Elas, de nenhuma forma, desfilavam. Se arrastavam. Se enfadavam. Eles, de todas as formas, se divertiam com suas próprias anedotas e fantasias. Putas e velhos pareciam conviver bem, embora estivessem, de fato, em mundos separados.

Também separados, pelas janelas úmidas, estavam todos os desconfiados daquele condomínio e o pobre e velho punheteiro.

Não estavam, ali dentro, dois amantes insandecidos e despidos. Não se acariciavam, nem se amavam. Era somente um velho e seu aquecedor. Um velho punheiteiro e um aquecedor barulhento.

O velho punheteiro não se apressou em atender o zelador. Também não deu ouvidos aos reclames dos vizinhos. Em sua calma tranqüila e em sua lentidão ousada, o velho punheteiro aguardava o porvir. Antes de todos, e mais que ninguém, o velho sabia que o amor acaba. Mesmo entre dois amantes que embaçam as janelas.

Quando um dos dois, golpeado pelo gozo profundo, deixa escapar mais de si do que se dispusera a dar, o outro se enche. (O outro é lambuzado.) Não somente pelo suor ou pelo sangue. O outro se enche do amor. E é aí que o amor acaba.

By MBF - 08/08/08
Um louco devaneio, que me tomou de súbito, no meio da noite fatídica de 8-8-8, quando o portal do Arcanjo Miguel se abria diante de nós... Vc viu?!

Crédito da Foto: Orlando Pedroso

August 12, 2008 | 12:13 PM Comments  0 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Cuiabá, 30/07/08
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Uma cidade velha, vestida de cidade grande.
Uma cidade pequena, dessas que a gente vê no interior (mas também, às vezes, no litoral), vestida de capital do Mato Grosso.
(Aliás, interior é tudo aquilo que está no litoral ou tudo aquilo que não é capital?)

Há muito o que se ver em Cuiabá. E engana-se aquele desavisado que achar que ali só há a Chapada dos Guimarães (embora a chapada seja um verdadeiro "must-see", né?!).

A entrada do Arsenal, hoje mantido pelo SESC, que tem outros "empreendimentos" na região, vale mesmo a visita. O seu interior vale umas preciosas horas - de descanso ou de atividades (como cinema, música, teatro, gastronomia, um cafezinho, um trago de Canjinjin...).

A sorveteria Nevaska é mantida por uma família simples e alegre, que faz da arte de fazer sorvetes um negócio que parece ter virado tradição na capital - talvez por manter suportável o calor constante e escaldante.
Um sujeito de poucos sorrisos, e nenhum cabelo, oferece, constantemente, alguns maciços nacos volumosos de sorvetes variados e dos mais estranhos - e deliciosos - sabores. Não sei se a tática das "provas" é freqüente (duvido, pois com um sorvete cascão muitíssimo farto a R$ 2,50, dá pra viver bem só com as "provas" oferecidas!), mas sei que, também por ela, voltei no dia seguinte.
Num dia, sorvete de cupuaçu com bocaiúva. A Bocaiúva, dizem os locais, é o "chiclete cuiabano". Provei do sorvete. Do chiclete "in natura" só iria provar no dia seguinte - quando a pedida foi sorvete de açaí e, claro, novamente de bocaiúva. Por R$ 5,00 ao final de 2 dias, havia tomado quase 1 kg de sorvete de sabores tão pitorescos quanto de bocaiúva, açai, cupuaçu, limão, laranja, amendoim, passas, ameixa, goiabada-com-queijo e até de - imagine! - chocolate...

Crédito da Foto: Mateus Fernandes.
"Cuiabá antiga" é pleonasmo ou eufemismo?

August 11, 2008 | 4:29 PM Comments  0 comments

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Londrina, 20/07/08
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Mais um ônibus, algumas horas na estrada.
Entre os quilômetros, um café e um cigarro, muitas pessoas, despedidas, amores e histórias. Aqueles que ficam, vão embalados nas lembranças e memórias. O ônibus se move lentamente. Agora está escuro e trêmulo. Ainda resta uma longa noite pela frente...

Dia seguinte. Estrada.
Uma cruz fincada no chão ocre e seco. Uma história demonstra seu fim. Mas o que será que se passou para que um sujeito morresse assim, na beira daquela estrada, num descampado terrível? Talvez seja um história de luta, talvez seja uma história de vingança, emboscada, de honra. Talvez seja só de fome e cansaço mesmo. A estrada romantiza a história, como a palavra erotiza o lugar.

Uma placa: "Vende-se bananas". Escondida, quase soterrada pelo mato, como se o vendedor não quisesse realmente que o passante soubesse de seu ofício, para que não o importunasse em seu cochilo, com pedidos insolentes: "- Quero uma dúzia!".

A estrada também tem dessas coisas. Um lugar aberto, ligando os mundos e as direções. Mas escondendo, ao mesmo tempo, histórias, pessoas, mortes, paixões.

Uma vala segue paralela a alguns trechos do caminho. Deveria escoltar a pista e conduzir a chuva - sabe-se lá pra onde!? Mas hoje é só mato. Talvez pela seca prolongada e pela carência da chuva, ela mesma tenha escolhido outro companheira de rumo que não a vala. Ela, a vala, logo se perde e deixa em sua ausência a pergunta: - Para quê uma pequena vala, num pequeno trecho, de uma pequena estrada, no interior do Mato Grosso?

Crédito da Foto: Mateus Fernandes.
Eu em uma das muitas vielas coloridas e charmosas de Cuiabá, no interior do Mato Grosso, onde também se encontram valas perdidas no meio da estrada, dentre outras coisas curiosas...

August 9, 2008 | 4:21 PM Comments  0 comments

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massao   massao Vítor Massao's TIGblog
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um pôster para a letra A


Últimos registros de cartaz artesanal perdido (leia-se assaltado)…

Um pôster para a letra A
workshop com Cláudio Ferlauto


August 8, 2008 | 9:08 AM Comments  0 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Curitiba, 17/07/08
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Museu do Olho.
Museu Oscar Niemeyer.
Com sua arquitetura constantemente surpreendente, o museu me teve por um par de horas. O suficiente para apreciar uma exposição de Tarsila do Amaral.
Mulher de cores fortes, mulher em degradê - sempre tornando-se mais forte, mais viva. Em tons e em diferentes graus sua pintura atrai.
Não me lembro de ter visto, outras vezes, conjunto vasto de suas obras. Primeira e rápida vez. Decisiva para notar em Tarsila a marca de um gênio que apresenta filosofia em cores e pinceladas. Que faz da cor modo de apresentação dos conceitos: no caso, a Antropofagia. Homens comendo homens? Uma forma - ou melhor, puro conteúdo - de cabeça pequena e pés largos: sinal de mais "pisadas" do que de "raciocínios" sobre as "novas" terras?
Ou só uma de-formação? Sem contornos, mas com definição das cores, seus limites. Mas mesmo no conteúdo das cores, o que há é o degradê: tons e nuances de uma só cor tornada várias.

"Tarsila
amora amorável d'amaral
prazer dos olhos meus onde te encontres
azul e rosa e verde para sempre
". Drummond.

Uma mulher que, em seu gesto, faz o olho, cria o olhar - tal como o azulejo à saída do Museu. Figuras que se con-figuram de modo surpreendente - ainda que constante - em Tarsila e Niemeyer.

Assim foi o passeio desse fim de tarde em Curitiba, depois de visitar a Universidade Livre do Meio Ambiente e a Ópera de Arame (ou o "Teatro de Metal", como me disse prontamente Gauth - quem me hospeda por aqui junto com Lívia - com seu olhar estrangeiro e inteligente.).

Tomara que amanhã consiga agilizar as coisas do GEO, para partir tranqüilo de Curitiba...

Como articular sem interferir no fluxo dos acontecimentos locais?

Crédito da Foto: Mateus Fernandes.

August 7, 2008 | 10:20 AM Comments  0 comments

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MateusFernandes   MateusFernandes Mateus Fernandes's TIGblog
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Embornal
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E foi com carinho maternal
que você preparou frutas
pra minha viagem, num embornal

A medida que saía do centro da américa
Comia maçã e uma tangerina
com gomos vivos e macios
como a pele daquela menina,
que vi se transformar em mulher

A cada mordida suspirava e imaginava
se não seria o teu corpo que devorava
com aquela súbita fome adolescente.
E mordia novamente, olhando o sol poente,
que deixava a noite lhe penetrar, paciente.

Quando a Lua, reluzente, ousou despertar
foram os meus sonhos que demonstraram toda a fome:
fome de viagem
fome de memórias
fome de histórias
fome de você

Mesmo a estrada sendo longa
E as distâncias, tão grandes
houve pouco tempo pra quantidade de imagens
que povoaram aquelas paragens.
Todas elas erotizando um tempo já vivido
reconstruindo um momento já passado
adjetivando o mais puro substantivo
fazendo reacender a chama do impensado

E quando nós nos reencontrarmos
que haja frutas, e memórias e histórias
pois só de corpos e amores
não mais me satisfaço: quero cores e sabores!
quero o longe, o difícil, o tenaz
quero o suor, a língua e o que jaz
quero tua fruta, tua alma

Quero que prepares, com calma
meu próximo embornal.

By MBF
Crédito da Foto: Orlando Pedroso

August 6, 2008 | 4:10 PM Comments  0 comments

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massao   massao Vítor Massao's TIGblog
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Paradise in me!


Para a revista chinesa O2 Magazine.


July 20, 2008 | 9:07 AM Comments  0 comments

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global warming


Poster “global warming” do designer, ilustrador e diretor de arte Karlis Dovnorovics.

fonte: http://collecta.blogspot.com/


July 18, 2008 | 10:07 AM Comments  0 comments

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massao   massao Vítor Massao's TIGblog
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uma [di]gestão…


“O mundo está numa condição estranha. Nossas florestas estão morrendo. A gente faz o que pode para evitar, mas a destruição aumenta. A poluição atmosférica, o buraco na camada de ozônio. Montanhas de plástico e borracha. Dióxido de carbono. Aquecimento da Terra. A gente faz o que pode para evitar, mas o problema é cada vez maior. O design deveria ser chamado para onde há questões sérias a pensar, mas é encorajado a produzir embalagens cada vez mais bonitas, coloridas e atrativas, e a incorporar a moda da vez. Quanto pior o mundo fica, mais bonitinho ele fica. O design está se degenerando em promoção de vendas”

Otl Aicher (inicio da década de 60)


July 16, 2008 | 9:07 AM Comments  0 comments

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massao   massao Vítor Massao's TIGblog
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O amor… não tem preço [Hors de prix]


Filme frances com Audrey Tatou e Gad Elmaleh (esse com destaque especial pela atuação), de história simples mas com comédia inteligente e leve, com sacadas dignas do genial Peter Selers, vale a risada e a trilha sonora!

Destaque especial para a animação de entrada do filme, com a delicadeza e ritmo da década de 70.


July 3, 2008 | 9:07 AM Comments  0 comments

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